23 de Julho de 2009
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Publicada em 01/09/08

Forte Reação Contra Atitude Da Prefeitura De Buenos Aires

Depois de passeata na sexta-feira, entidades se manifestam contra atitude da Prefeitura

De nosso correspondente em Buenos Aires, Carlos Guzman, sobre os desdobramentos da crise de Mídia Exterior em Buenos Aires.

"As diferentes entidades representativas da atividade de Publicidade Exterior e o Sindicato ùnico da Publicidade, na Argentina, rechaçaram energicamente as atitudes arbitrárias que o Governo da cidade de Buenos Aires realizou, na semana passada, ao fixar tarjas de censura sobre as peças de Publicidade Exterior da cidade, classificando-as de Publicidade Irregular.

Em um manifesto publicado na grande imprensa de Buenos Aires, a "Cámara Argentina de Empresas de Publicidad en Vía Pública (La Cámara)", a "Asociación Argentina de Empresas de Publicidad Exterior (APE)", a "Cámara Argentina de la Industria del Letrero Luminoso y Afines (CAIL)" e o "Sindicato Único de la Publicidad (SUP)", advertiram que não se "deve atentar contra a liberdade de expressão e nem se devem utilizar de procedimentos arbitrários sob o argumento de se colocar ordem". Na manifestação ainda se lê que "nossa atividade, lícita e centenária, é valorizada e qualificada como um meio de comunicação pela Lei de Bens Culturais (Lei 25750/03) e, atentar contra essa atividade é agredir a iberdade de expressão garantida pela Constituição Nacional.

O setor atualmente está trabalhando junto aos legisladores em uma nova lei consensual que ajude a ordenar a Publicidade Exterior na cidade de Buenos Aires e "apesar dos fatos mencionados e praticados pela Prefeitura, vamos seguir trabalhando", disseram os organizadores da marcha que se realizou na sexta-feira passada na cidade.

No final da manifestação, os organizadores entregaram à Prefeitura, uma nota dirigida ao engenheiro Maurício Macri, titular do executivo federal, onde indicam que se opõem à sanção de um marco normativo para a Publicidade Exterior nos moldes propostos pelo governo da cidade. Indicam que isso vai colocar em perigo, de forma direta ou indireta, mais de 14 mil postos de trabalho, pois se calcula que caso isso venha a se concretizar, a atividade do setor se reduziria em aproximadamente 70%.

Jorge Luiz Mussolin e Carlos Guzman de Buenos Aires

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