23 de Julho de 2009
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Publicada em 12/05/06

Anunciantes Defendem Mídia Exterior

ABA emitiu comunicado condenando projeto da Prefeitura de São Paulo

A ABA - Associação Brasileira de Anunciantes emitiu comunicado posicionando-se contra a proposta, que está sendo considerada pela Prefeitura de São Paulo, de enviar à Camara Municipal um projeto de lei virtualmente proibindo qualquer tipo de mídia exterior, com exceção do mobiliário urbano.

A entidade esclarece que o mobiliário urbano é uma opção de mídia exterior de grande utilidade e valor publicitário, mas que não atende a todas as necessidades de comunicação e promoção das empresas. A solução mais indicada - que é adotada pela maioria das cidades relevantes no Brasil e exterior -, está na oferta de um leque diversificado de opções desse meio, cada qual ajustada a seu entorno urbano e ideal para cumprir determinada função de comunicação, publicidade e promoção.

Veja abaixo o íntegra da Nota divulgada pela ABA.

As principais empresas anunciantes do Brasil, representadas pela ABA - Associação Brasileira de Anunciantes, receberam com perplexidade a notícia de que a Prefeitura de São Paulo enviará projeto de lei à Câmara Municipal propondo a quase extinção da mídia exterior na cidade, com exceção do mobiliário urbano.

A primeira versão conhecida do PL pretende eliminar do outdoor e da faixa de rua até os telões eletrônicos, passando por backlights e frontlights, cartazes nas fachadas dos estabelecimentos comerciais, empenas em prédios e propaganda em bicicletas, carros, trailers e outros veículos.

No caso da propaganda indicativa de comércio, as restrições serão igualmente desproporcionais, pois limita de forma inédita essa modalidade e pretende disciplinar até o uso das vitrines de lojas que possam ser visualizadas nas ruas.

A ABA - que sempre defendeu uma política de redução, normatização e legalidade da mídia exterior -, entende que a proposta da Prefeitura paulista é inadequada às características históricas de São Paulo, ao padrão das maiores cidades do mundo situadas em países sob a égide da economia de mercado e às próprias necessidades das empresas anunciantes, do comércio em geral e até do consumidor - que perderá tanto uma série de referências urbanas que facilitam sua vida como os benefícios proporcionados pela intensa competição, que aumenta a qualidade, amplia os serviços, acelera os prazos e reduz os preços.

A ABA entende que não é benéfica - para a sociedade, a economia e as empresas anunciantes - a proposição de se eliminar um amplo espectro de modalidades de mídia exterior para se concentrar em apenas uma alternativa, a do mobiliário urbano.

Esta opção de mídia exterior é de grande utilidade e valor publicitário, mas não atende a todas as necessidades de comunicação e promoção das empresas. A solução mais indicada - que é adotada pela maioria das cidades relevantes no Brasil e exterior -, está na oferta de um leque diversificado de opções desse meio, cada qual ajustada a seu entorno urbano e ideal para cumprir determinada função de comunicação, publicidade e promoção.

A ABA irá dedicar intensa atenção e agir de forma enérgica e permanente sobre o desenvolvimento dessa proposta junto à Prefeitura e a Câmara Municipal de São Paulo, em colaboração e sintonia com outras entidades empresariais e do setor publicitário. Com o objetivo de fazer prevalecer o bom senso e o melhor alinhamento dos legítimos interesses de todas as partes envolvidas.

São Paulo, 11 de Maio de 2006
ABA - Associação Brasileira de Anunciantes

Jorge Luiz Mussolin

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