23 de Julho de 2009
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Publicada em 28/08/06

Nova York Caça Publicidade Ilegal Em Mídia Exterior

Cidade, que possui paredes e espaços cobiçados vai retirar toda a Publicidade Exterior ilegal

O Conselho de Administração da cidade de Nova York declarou guerra à Publicidade Exterior ilegal. Com a ação, que deve retirar de prédios e espaços anúncios de publicidade, o poder público deve inibir negócios na faixa de US25 milhões por ano.

Nova York tem espaços e paredes extremamente cobiçados pela indústria da propaganda, oferecendo ponto de alta visibilidade. Mas agora, através de um esforço conjunto entre o Conselho da cidade e publicitários, essas propaganda devem ser banidas.

O Conselho deu início à uma ação enérgica que visa a quebra de um mercado que gira em torno de US 25 milhões ao ano, patrocinado pela indústria de Publicidade Exterior ilegal, onde cada empresa exibidora ou grande anunciante cobiçam o mesmo ponto. Literalmente, agora, o Conselho deve ir atrás de cada peça, painel ou parede que contenha publicidade.

A despeito de custar entre US$ 40 e US$ 50 mil por mês, em média, tais locais são os mais populares entre os criativos, por proporcionar melhores vantagens e custo-benefício para seus anúncios. Entre as diversas peças espalhadas pela cidade é possível ver grandes anunciantes como Citibank Apple e outras. Mas, ao mesmo tempo, boa parte desses espaços é ilegal. Segundo dados da própria cidade, cerca de 20% dessas peças publicitárias violam pelo menos uma de suas leis.

A ação do Conselho da cidade traz dois aspectos interessantes. O primeiro é a coincidência com o início de um novo contrato lucrativo, firmado recentemente com a multinacional espanhola de Mobiliário Urbano, CEMUSA. O outro é o elevado índice de ilegalidade percebido em uma atividade altamente profissional e que, cada vez mais, conta com a ajuda de tecnologia de primeira linha, nos EUA. Extra oficialmente, sabe-se que os anúncios ilegais são comercializados diretamente aos anunciantes por exibidores, que fecham os olhos para as leis e regras, já que pretendem impactar a população com suas mensagens. Qualquer anúncio em Publicidade Exterior, na cidade de Nova York, sem o nome da empresa exibidora é provavelmente ilegal. Em defesa dos anunciantes, pode-se dizer que eles não podem saber qual local é ilegal, se não questionarem os vendedores. "Se soubermos que o local é ilegal, não programamos", dizem os anunciantes.

Por muitos anos, a reação da cidade para esse tipo de ação era o da pura observação, sem ação. Mas, recentemente, novas leis e normas do Departamento de Edificações começaram a fazer efeito e uma campanha para se limpar a cidade foi realizada.

Segundo o presidente do Conselho, Scott Stringer "nós não somos contra a propaganda; ela é um componente de negócios importante para a cidade, mas não podemos criar um mercado ilegal. Com isso a cidade não obtém nenhuma vantagem além de prejudicar os negócios legítimos". A entidade começou a trabalhar há cerca de um ano atrás com a Municipal Arts Society of New York, para a retirada de anúncios ilegais, principalmente dos locais históricos e turísticos da cidade.

Outra fato que chama a atenção é a semelhança dos casos entre Nova York e a cidade de São Paulo que enfrenta um projeto que pretende varrer a Publicidade Exterior da mesma. Seria interessante que o Prefeito Gilberto Kassab se baseasse na experiência americana, tantas vezes citada como exemplo de organização bem sucedida, para fazer limpar a publicidade ilegal da cidade, sem eliminar toda a atividade como pretende. Um grande passo seria dado.

Jorge Luiz Mussolin

fonte: Ad Age Daily

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