23 de Julho de 2009
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Publicada em 26/03/07

Kassab Completa Um Ano Com Rejeição Maior

Matéria publicada no jornal Folha de São Paulo mostra que rejeição ao prefeito aumentou consideravelmente por projetos polêmicos e atitudes contra cidadão

Uma pesquisa realizada pelo Instituto Datafolha, e publicada no Jornal Folha de São Paulo, revela que 42% dos paulistanos consideraram gestão de Gilberto Kassab ruim ou péssima. Em julho de 2006, o índice era de 33%

O prefeito ainda sofreu com a nota média de 3,9 pelo seu governo. O prefeito Gilberto Kassab completa um ano à frente da Prefeitura paulista, no próximo sábado. A pesquisa ouviu 1092 pessoas com mais de 16 anos, em São Paulo, com margem de erro de três pontos para mais ou para menos.

Confira outros resultados ruins para o prefeito:

- A aprovação ao prefeito oscilou dentro da margem de erro: passou de 16% para 15% o percentual de paulistanos que acham a gestão boa ou ótima.

- Os paulistanos deram nota média de 3,9 para Kassab. Para 20%, o prefeito merece nota 0. Apenas 2% deram nota 10.

Segundo a matéria, tanto a rejeição como a aprovação a Kassab são idênticas às de Celso Pitta (1997-2000), após um ano de gestão. "O crescimento da avaliação negativa de seu mandato ocorre no período em que Kassab se esforçou por ser mais conhecido e, ao mesmo tempo, melhorar sua imagem e tornar viável sua reeleição em 2008", diz o texto da Folha de São Paulo. Para o Diretor do Datafolha, Mauro Paulino, "com essa avaliação negativa, a candidatura dele é inviável".

O jornal aponta as possíveis razões para o crescimento dessa rejeição, citando, entre muitos, o episódio onde Kassab, para demonstrar autoridade, expulsou aos gritos de "vagabundo", de um posto de saúde, um homem que supostamente protestava pela falta de trabalho e pelo péssimo atendimento oferecido pelo posto. Outro ponto citado pelo jornal foi a conhecida lei "Cidade Limpa", que quase extinguiu a propaganda nas ruas e patina em decisões judiciais contrárias. Envolvido em um "embróglio" jurídico de proporções imensas, o prefeito tem sua lei contestada por dezenas de entidades representativas, entre elas a própria Associação Comercial de São Paulo, da qual faz parte. Centenas de ações deram entrada na justiça e a Prefeitura vem amargando sucessivas derrotas, com liminares protegendo as entidades e empresas, contra os efeitos da lei "Cidade Limpa", apelidada também de "lei Kassab".

Jorge Luiz Mussolin

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