23 de Julho de 2009
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Publicada em 23/09/26

Maior Projeto De Mídia Regenerativa Pode Nascer Em São Paulo

Projeto Boulevard São João propõe mídia urbana como fonte de recursos para recuperar patrimônio e qualificar espaços públicos

E se a mídia que ocupa uma cidade também pudesse ajudar a reconstruí-la? É a partir dessa provocação que empresas e parceiros envolvidos no Boulevard São João, no Centro de São Paulo, começam a colocar em prática um conceito que pretende ir além da publicidade exterior tradicional: a mídia regenerativa. 

A proposta é transformar a infraestrutura de comunicação instalada nas ruas em uma ferramenta capaz de gerar contrapartidas permanentes para a recuperação do patrimônio, a qualificação urbana e a ativação econômica e cultural dos territórios.

O projeto do Boulevard São João prevê aproximadamente R$ 50 milhões em investimentos privados, dos quais R$ 8 milhões serão destinados a ações de recuperação, conservação, manutenção e qualificação urbana e patrimonial. Cerca de R$ 42 milhões serão direcionados à infraestrutura tecnológica e aos painéis digitais que compõem o projeto. Mais do que um empreendimento de mídia, a iniciativa busca testar um novo modal de fazer negócios nas ruas, no qual a exploração comercial do espaço urbano está diretamente associada à geração de valor para a própria cidade.

A ambição é que o modelo desenvolvido em São Paulo possa inspirar outras cidades e dar origem a um movimento internacional em torno da mídia regenerativa. Uma sociedade entre Fábrica de Bares e Ledwave, cria um projeto híbrido nunca visto antes, agregando muita tecnologia, patrocinadores associados a uma série de atividades sociais e culturais, por um lado, e uma empresa especializada em fabricação de equipamentos eletrônicos (painéis de led).

Entre as ações previstas estão previstas a conservação e o restauro da Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos, um dos principais símbolos da memória negra de São Paulo. O projeto também contempla a Estátua da Mãe Preta e o Relógio de Nichile, único remanescente de um conjunto de sete relógios públicos instalados na década de 1930. O modelo prevê também mobiliário urbano, acessibilidade, qualificação paisagística, educação patrimonial e oficinas de zeladoria, além da conexão entre patrimônio, cultura, entretenimento, gastronomia e economia criativa.

Jorge Luiz Mussolin