23 de Julho de 2009
Quero encaminhar essa notícia para...

Publicada em 04/08/17

SEPEX SP Divulga Nota Sobre Escândalo De Corrupção Na Prefeitura

Entidade defende atividade de Mídia Exterior e condena práticas de propina na máquina pública

Mesmo sem que qualquer tipo de peça de Mídia Exterior tenha sido mencionada ou vinculada ao escândalo da cobrança de propinas para burlar a Lei Cidade Limpa, o Sindicato das Empresas de Publicidade Exterior do Estado de São Paulo decidiu se posicionar sobre a questão.

Em nota à imprensa, a entidade repudia as práticas de cobrança de propinas por parte de integrantes do Poder Público para oferecer facilidades e, assim, burlar a Lei Cidade Limpa. Na mesma nota, defende a atividade de empresas exibidoras de Mídia Exterior, reforçando ser uma atividade lícita e regularizada e sua importância no cenário econômico.

Leia abaixo a íntegra da nota distribuída ao mercado:

NOTA A IMPRENSA

Os recentes casos de corrupção relacionados com a publicidade exterior, amplamente divulgados pela imprensa, trazem à tona questões que precisam ser discutidas, entre elas a obsolescência dos modos de pensar a coisa pública e a verdadeira importância da publicidade exterior.

Antes de mais nada, queremos deixar claro que nossa entidade representa os empresários de publicidade exterior e repudia veementemente qualquer manifestação de corrupção seja a que nível for. São nossos associados e filiados que instalam e vendem espaços publicitários em outdoors, painéis, empenas-cega, topo de prédio entre outros e não tem qualquer relação com as empresas ou atividades envolvidas neste lamentável episódio.

Não interessa para esse meio uma cidade com grande quantidade de painéis simplesmente porque isso não colabora com os princípios de respeito ao público e preservação da paisagem.

Nossa “commoditie” está no uso do espaço aéreo para fins publicitários, e por isso, na questão em tela, mesmo não se tratando de um tipo de publicidade típica de nossos associados, nos sentimos à vontade para abordar a mesma.

Como sindicato patronal, seria fácil apresentar um discurso de contraposição à lei que baniu nossa atividade do coração econômico do Brasil, citando números de desempregados ou o quanto nossa cadeia produtiva deixou de produzir riqueza, contudo, com o amadurecimento obtido após mais de 10 anos da imposição da “Lei Kassab” (usamos este termo porque não aceitamos “Lei Cidade Limpa”) nossos empresários têm condições de fazer algo muito melhor e perfeitamente ordenado, se tivermos uma única chance.

Sabemos hoje que o empresário não pode se comportar como se fosse o dono da cidade e, ao mesmo tempo, nosso tipo de negócio precisa devolver algo para a cidade, que seja através de campanhas de utilidade pública ou de ações de zeladoria do espaço público ou ainda contrapartida financeira.

As condições políticas e o capital simbólico de se criar uma “lei cidade limpa” passaram por cima de qualquer possibilidade de diálogo no fatídico ano de 2006. Fomos banidos sumariamente sob a pecha de “poluidores”.

Por outro lado, percebemos, portanto, que não é a lei que evita a corrupção (e bem sabemos que no Brasil o que não falta são leis), mas sim o uso dela. E, desta forma, a proibição gerou sim a possibilidade de manutenção do modus operandi. “É a dificuldade que vende a facilidade”.

Jorge Luiz Mussolin