Publicada em 10/05/13
Os Críticos De Plantão Estão De Volta
Nem bem os novos relógios de rua foram instalados, os críticos de plantão voltam a atacar
Toda inovação, toda tecnologia, é sempre recebida com ressalvas ou mesmo críticas. E isso não mudou pois agora, os críticos de plantão estão focando suas baterias nos novos relógios de rua instalados na cidade de São Paulo.
As primeiras peças, que já podem ser vistas pelas Avenidas Brasil e Paulista, trazem mensagens rotativas, além de informar hora e temperatura. As mensagens são mudadas em intervalos de 7 a 14 segundos, mostrando peças de anunciantes como Tim, Itaipava e Bradesco.
Como na época em que surgiram os primeiros painéis eletrônicos gigantes na cidade, os críticos voltam a atacar, afirmando que essas peças podem distrair os motoristas e provocar graves acidentes.
Reportagem publicada hoje no jornal "O Estado de São Paulo", revela críticas como as de Luiz Célio Bottura, engenheiro consultor em trânsito e ex-ombudsman da CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) que afirma que "o modelo antigo de relógio já causava brecadas além do normal. A mensagem variada interrompe o fluxo de veículos. Só a prefeitura lucra com isso". Outro que se manifestou é José Almeida Sobrinho, presidente do conselho deliberativo do IBCT (Instituto Brasileiro de Ciências de Trânsito), que afirmou que as novas mensagens em relógios "desviam o olhar e a atenção do motorista e podem causar graves prejuízos e acidentes". O que esse técnico desconhece é a pouca quantidade de técnicos que São Paulo possui, impedindo a realização de um atendimento rápido aos motoristas da cidade, uma sinalização adequada para a cidade, a manutenção correta de semáforos que vivem embandeirados e tudo mais que contribui para o alto índice de acidentes de trânsito (isso sem falar do preparo medíocre de motoristas hoje em dia, mas que não é de responsabilidade da CET).
O que os nobres técnicos esquecem é que essas peças são novidade na paisagem monótona, congestionada e cinza de São Paulo. Eles trazem luzes, cores, movimento em avenidas lotadas de veículos onde a atenção do motorista fica fixa no carro da frente. Ou seja, ainda não se incorporaram à paisagem e chamam a atenção justamente por isso.
Essa polêmica de que peças de Publicidade Exterior são responsáveis por acidentes com veículos é tão antiga quanto a própria existência das peças ou dos automóveis. São Paulo viveu cinco anos sem nenhuma peça dessas nas ruas e o número de acidentes de carros e motos não diminuiu por isso. Ou seja, a publicidade é sempre a culpada por tudo de ruim que acontece na cidade.
Atenção senhores técnicos de plantão, burocratas acostumados com o mundinho restrito de suas paredes em seus escritórios: a cidade é viva! A cidade pulsa, a cidade é luz, movimento, cor. Deixem de ser chatos e busquem motivos mais justos para explicar as coisas.
Que as novas peças de Publicidade Exterior instaladas pela JCDecaux sejam bem vindas. São Paulo merece.
Jorge Luiz Mussolin


