Publicada em 01/03/13
Assim Não Pode Ser Não Senhor
Carlos Guzmán Heredia, colaborador do sistema eAgora publica artigo sobre os abusos de empresários de Mídia Exterior naquele país
Nosso correspondente em Buenos Aires (Argentina) e editor do site www.adnnius.comm, Carlos Guzmán Heredia, também um defensor da Mídia Exterior como o nosso eAgora, publicou um manifesto sobre as irresponsabilidades que ocorrem nesse mercado, em função do comportamento de certos empresários argentinos (que, no fundo, não são muito diferentes daqueles que encontramos aqui no Brasil).
Veja o texto abaixo com o qual concordamos total e integralmente.
Este site (http://adnnius.com/ultimasnoticias.html), assim como outras publicações que esta equipe de profissionais produziram anteriormente, sempre zelou e cuida dele como um espaço especial para a Publicidade ao Ar Livre, reconhecendo constantemente as qualidades de um segmento que levou anos e anos de esforço elaborado para se firmar.
Temos testemunhado os esforços de alguns empresários para elevar o nível desse mercado e, assim, promover um desenvolvimento maior. No entanto, enquanto alguns se esforçam, outros nem tanto e outros sequer querem qualquer tipo de mudança do status atual.
Esse segmento tem sido sistematicamente atacado. Um coro incansável e repetitivo de críticos não se cansa de inventar (e reinventar) o tal conceito da "poluição visual". Mas, ao mesmo tempo, não têm tido a capacidade de notar e apontar também o mal causado pela fumaça dos caminhões e ônibus que não deixam de ser notados e ouvidos (com seus canos de escape totalmente abertos). Então, a culpa é sempre dos rabiscos que a Publicidade Exterior que está nas ruas, em toda a parte.
Mas é claro, as ruas (que servem de base para quase tudo o que é OOH), também contribuem inestimávelmente para seus críticos, quando atuam como marcos da discórdia, da indolência e da preguiça da cidade que a alimenta. Um exemplo claro é o que se vê nas imagens que acompanham esta nota.
Nas fotos podemos ver que não é um caso único e isolado, mas sim repetitivo. Os encarregados de fixar os novos cartazes, simplesmente arrancam os velhos e rasgados, atiram-nos nas ruas e fixam os novos. Essa é a sujeira que fica por conta dos vizinhos dos espaços onde tais propagandas são expostas, por toda a cidade de Buenos Aires. Essa é a "contribuição profissional" que essas empresas dão para a cidade e o preço que a mesma tem que pagar para ter os cartazes afixados e jogados nas ruas
Como argumento de defesa, é provável que venham a dizer que eles não têm responsabilidade sobre essa prática, já que o serviço de colagem é terceirizado. É verdade. Na maioria dos casos sim, mas não em outros. Mas isso não importa. Haverá sempre uma empresa responsável e quem se deveria focar todas as armas porque a sua responsabilidade é inevitável. Também teríamos que voltar nossas armas e baterias para as instituições que reúnem essas empresas exibidoras já que elas não percebem que os os danos para a imagem do meio é para todos.
Jorge Luiz Mussolin
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