Publicada em 17/10/12
Serra Promete Ampliar Lei Cidade Limpa
Candidato à Prefeitura afirma, em visita a bairro, que pretende ampliar Lei que baniu a atividade de Mídia Exterior da cidade
José Serra, candidado do PSDB à Prefeitura de São Paulo, em visita ao bairro do Ipiranga, afirmou que pretende ampliar a Lei Cidade Limpa na capital paulista.
Além dessa afirmação, o candidato voltou a criticar o adversário Fernando Haddad (PT), pelo chamado "kit gay" (material contra a homofobia que seria distribuído nas escolas.
Serra destacou que, em seu plano de governo, a Lei Cidade Limpa passa a englobar a poluição atmosférica e o aumento das áreas verdes. "A Cidade Limpa tem que pensar também nas questões de outros tipos de poluição, inclusive atmosférica. Hoje, da frota de ônibus, 15% já tem combustível verde. A minha meta é, em quatro anos, elevar esse percentual para 80%", disse.
A ampliação da lei também inclui, segundo o candidato, o aumento do número de parques. De acordo com Serra, no início da sua gestão, em 2004, havia 34 parques. Hoje, são cerca de 80 e ele pretende chegar a 130. "Muitos dos parques pressupõem obras de urbanização, canalização de córregos, despoluição. Isso também é meio ambiente, também é Cidade Limpa." Questionado por um jornalista, Serra negou que o ruído proveniente dos cultos realizados em igrejas evangélicas seja uma das proibições da Lei Cidade Limpa.
Quando perguntado se iria apenas dar continuidade ao governo do atual prefeito Gilberto Kassab, Serra justificou: "boa parte deles são projetos que eu mesmo comecei quando prefeito."
Como sempre, os candidatos se limitam a apresentar propostas genéricas, sem fundamentar como serão realizadas. A Lei Cidade Limpa foi obra de José Serra, instituida por Gilberto Kassab, extinguindo uma atividade licita na cidade, por pura incapacidade de fiscalizar a atividade. Com a extinção, milhares de pessoas ficaram desempregadas do dia para a noite em consequência do fechamnto de dezenas de empresas, muitas delas com décadas de existência.
Depois disso, bem a que gestão Kassab tentou restringir uma série de outras atividades lícitas, sendo até apelidado de Kassab proibidão. A proposta de ampliar a Lei Cidade Limpa, dando uma maquiada no texto básico, apelando, agora para a despoluição do ar, obras de urbanização, canalização de córregos, despoluição, é mais uma balela para ganhar eleição. Basta que o leitor acompanhe os números fornecidos pela própria Prefeitura do que foi investido nessas áreas, durante a gestão Kassab. Praticamente nada. Ou seja, Serra quer, agora, ampliar o praticamente nada.
Quem ouve esses discursos vazios tem, cada vez mais, a certeza de que não passam de promessas recicladas. A expansão e aperfeiçoamento dos corredores de ônibus surgiu no discurso de Serra em 2004, quando o tucano derrotou a petista Marta Suplicy na disputa pela prefeitura. Serra não fez os corredores. Em 2008, o então candidato Kassab, que tinha o apoio do tucano, prometeu construir 66 quilômetros de corredores, mas também não cumpriu a promessa.
Outra promessa foi a adoção de dois professores nas salas com alunos em fase de alfabetização, item que faz parte das promessas de Serra desde 2006. Quando assumiu o governo paulista, o tucano chegou a iniciar a implantação do programa em nível estadual. A iniciativa, no entanto, foi suspensa pelo atual governador, Geraldo Alckmin (PSDB), e só retomada no início deste ano, alguns meses antes do início da campanha eleitoral.
Mais uma que nunca saiu do papel é o projeto Nova Luz, concebido no início do mandato tucano na prefeitura, em 2005. Os espaços desapropriados seriam entregues à iniciativa privada para construção de prédios comerciais e apartamentos. Hoje, a cracolândia não só continua existindo, como também foi alvo de uma ação desastrada da Prefeitura e da Polícia Militar, no começo do ano, espalhando os dependentes por toda a cidade, sem resolver socialmente a questão dos mesmos.
Além de tentar passar a imagem de que é o melhor preparado para administrar a cidade, o candidato não perdeu sua tradicional arrogância, ao fugir de uma pergunta do jornalista Kennedy Alencar. O profissional questionou se não há contradição entre as atuais críticas de Serra ao "kit gay", do Ministério da Educação, e o fato de Serra ter publicado cartilha semelhante em sua gestão no Governo do Estado.
Como fazem todos os politicos, quando são apanhados de calças curtas em suas próprias tramóis, Serra desconversou, acusou o jornalista de ter simpatia pelo candidato concorrente e deixou ele sem resposta. Essa é a saída que todos acham quando colocados contra a parede "Não brinco mais".
Jorge Luiz Mussolin
+ notícias
- Albany Em Campanha No Rio De Janeiro
- Lei De Murphy Ao Contrário
-
Eletromidia, Motiva E EcoRodovias Formam Parceria
Empresa de mídia irá explorar o mercado de publicidade em rodovias no Brasil
-
Dramas coreanos Nos Metrôs De São Paulo E Salvador
JCDecaux e Soonshot exibem conteúdo de microdramas coreanos nas telas do transporte
- "Meu Bradesco" Humaniza IA


