23 de Julho de 2009
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Publicada em 18/06/12

Prefeitura De São Paulo Suspende Licitação De Mobiliário Urbano

Diário Oficial dá notícia de adiamento sem prazo definido para retomada

A Prefeitura de São Paulo publicou no Diário Oficial do Município a notícia de que a
concessão do mobiliário urbano municipal, em andamento havia três meses, foi adiada por tempo indeterminado.

A volta da atividade na cidade é aguardada com muita ansiedade pelo mercado publicitário desde a suspensão da Mídia Exterior em 2007.

A volta da publicidade seria retomada em peças de mobiliário urbano prevendo a autorização para a instalação de 16 mil espaços em abrigos de ônibus e relógios de rua. O negócio previa ganho aos cofres públicos de R$ 439 milhões por 25 anos.

O processo já se arrasta há tempos com idas e vindas e muitas audiências públicas realizadas. O Sindicato das Empresas de Publicidade Exterior do Estado de São Paulo acompanha o processo e defende a participação de empresas brasileiras, além de sugerir a adoção de um concurso público para a escolha da peça mais adequada para a cidade. As reclamações de pequenas empresas da área de Mídia Exterior foram se acumulando, argumentando que a concorrência só permitia a participação de grandes multinacionais do setor. O aluguel de cada um dos 7,5 mil abrigos e relógios custaria R$ 195 mensais para os consórcios que venceriam a licitação - um grupo assumiria a gestão dos relógios e outro o dos abrigos.

Assim, a cidade de São Paulo, mais uma vez, por inoperância da Prefeitura sob administração de Gilberto Kassab, sai perdendo. Sem a finalização do processo, a situação dos relógios de rua e dos abrigos, a maior parte degradados e sucateados, segue sem previsão de ter uma solução.

O investimento estimado na concorrência que foi suspensa era, contando os gastos com manutenção, de R$ 146 milhões para os relógios e de R$ 540 milhões para os abrigos e totens de ônibus. Os relógios de rua passariam dos atuais 296 para 1 mil e ganhar informações de qualidade do ar. Procurada, a Prefeitura ainda não informou os motivos oficiais para ter suspendido a concorrência.

Jorge Luiz Mussolin