Publicada em 20/04/12
Comércio Contra Kassab
Comerciantes da região da Santa Efigênia ameaçam bloquear região por falta de diálogo da Prefeitura
Os Comerciantes da região da Luz estão revoltados pela truculência e falta de diálogo impostos pela Prefeitura de São Paulo e ameaçam parar contra projeto Nova Luz.
Os trabalhadores da região realizaram uma coletiva com a imprensa para criticar a forma como estão sendo conduzidas as discussões sobre o projeto Nova Luz e endurecer o tom contra a prefeitura.
"A qualquer hora, nós vamos bloquear tudo", disse Joseph Hanna Fares Riachi, presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas da Santa Ifigênia. "Nós temos 50 mil trabalhadores na região, que são 50 mil soldados que vão defender a região com unhas e dentes. Eu queria que a prefeitura soubesse disso."
Segundo eles, a aprovação do Plano Urbanístico para essa região no Conselho Gestor das Zeis (Zonas Especiais de Interesse Social) --necessária para que a prefeitura possa abrir o edital do Nova Luz-- ocorreu no último dia 4 sem acordo com os representantes da sociedade civil.
Esse Conselho é formado por oito membros da prefeitura e oito membros da sociedade civil (moradores, comerciantes e integrantes de movimentos sociais), supostamente para garantir um equilíbrio democrático às discussões. Porém, a realidade não é essa. Para o conselheiro Assad Nader, representante de comerciantes, não existe voz real para os membros da sociedade civil. "Quando há empate, o voto de minerva é da prefeitura".
Segundo a entidade, a Prefeitura simplesmente não ouve ou atende as colocações feitas por eles.
Essa postura não é nova desde que Gilberto Kassab assumiu a Prefeitura. O caso do segmento de Mídia Exterior é um exemplo claro da falta de interesse do Poder Público em dialogar com a sociedade que administra. Simplesmente são colocadas as suas intenções e passam por cima de todos com um rolo compressor, sem se importar com a população, ou se as decisões vão causar desemprego.
Outro caso é o da tentativa da Prefeitura de retirar da região do Itaim um complexo de entidades que prestam serviços beneficentes, para entregar o local para a especulação imobiliária, em troca da construção de creches que a Prefeitura não teve a capacidade de construir na administração Kassab.
Ou seja, como dissemos antes, entregando a cidade a interesses poderosos, a administração municipal vai se aguentando até o final do mandato, com baixa popularidade e aceitação, além de alta rejeição por parte da população que se sente lesada com essas práticas.
Como disse antes, a população está contando as horas para que o mandato do nosso atual Prefeito termine.
Jorge Luiz Mussolin
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