23 de Julho de 2009
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Publicada em 19/04/12

Campanha É Vetada Em Londres

Ação defendia a cura do homossexualismo

Mais uma campanha publicitária gera polêmica. Desta vez, a ação defendia a cura de gays e seria veiculada em Londres.

O embate acontece entre ativistas gays e associações que são contra a homossexualidade. A campanha que defende o "abandono" e a "cura" da homossexualidade, planejada para ser veiculada em ônibus da capital inglesa, era mais um passo nesse sentido, mas foi vetada pela prefeitura antes mesmo de começar a circular.

O início dessa história remonta a uma campanha produzida em 2007, pela Stonewall, defendendo o casamento entre pessoas do mesmo sexo. A ação dessa época tinha o mote "Some people are gay. Get over it!" (Algumas pessoas são gays. Aceite isso!!), em tradução livre) e, desde então, espalhou-se por ônibus, cartazes, adesivos, camisas e, é claro, na internet.

Agora, para criar a polêmica, alguns grupos cristãos decidiram responder de forma semelhante, usando as mesmas cores e fontes do banner original. A ideia, no entanto, foi vetada pelo prefeito de Londres, Boris Johnson. A campanha com o mote "Not gay! Ex-gay, post-gay and proud. Get over it!" (Não gay! Ex-gay, pós-gay e orgulhoso. Aceite isso!), do grupo Core e do grupo Anglican Mainstream, foi proibida pela prefeitura.

A questão tomou rumos mais sérios quando um escritório de advocacia especializado em controversos casos religiosos foi contratado para tomar procedimentos legais contra o prefeito e contra a CBS Outdoor, empresa de mídia responsável pela venda do espaço publicitário dos ônibus londrinos. A ameaça é que eles podem processar a empresa por quebra de contrato ou por violação à liberdade de expressão. Como a campanha foi previamente aprovada pela Transportes para Londres (TFL), empresa que administra os veículos, e comandada pela Prefeitura, os idealizadores da mesma estão acusando as autoridades de censura:

Para enteder a polêmica, "ex-gay" e "pós-gay" são termos usados por alguns religiosos para se referir a pessoas que alegam ter mudado sua orientação sexual através de terapia e orações. Os termos são fortemente condenados por organizações que defendem os direitos gays.

O prefeito de Londres defendeu o veto afirmando que "Londres é uma das cidades mais tolerantes do mundo e é intolerante a intolerância. É claramente ofensivo sugerir que ser gay é uma doença da qual alguém pode se curar e eu não estou preparado para ter essa sugestão circulando por Londres em nossos ônibus."

Jorge Luiz Mussolin