23 de Julho de 2009
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Publicada em 29/03/12

Buenos Aires Começa A Renovar Seu Mobiliário Urbano

Depois de mais de 20 anos entre disputas e avanços e retrocessos, capital argentina começa renovação

A renovação do mobiliário urbano de uma das maiores cidades da América está atrasada em mais de 20 anos. A partir desta semana a renovação começou com modelos mais modernos, resistentes ao vandalismo e produzidos com materiais mais resistentes.

O dirigente da província, Mauricio Macri, acompanhado do ministro do Meio Ambiente e Espaço Público, Diego Santilli, promoveu a inaguração de um desses primeiros equipamentos para a cidade, entre unidades de abrigos, paradas de ônibus, táxi e sinalização de ruas, avenidas e becos. Segundo as autoridades locais, a cidade terá um total de 25.974 novas unidades de mobiliário com melhorias, incluindo paradas adequadas a deficientes visuais.

Pelas regras, as empresas encarregadas do mobiliário, poderão explorar espaços publicitários nas peças por um período de 10 anos, em troca de uma taxa de 10 milhões de dólares anuais, ou 15% do volume de negócios (o que for maior). A promessa, tanto do governo, quando das empresas é que, em dez meses, todo o mobiliário da cidade estará trocado, mantendo-o em perfeitas condições de funcionamento e manutenção. A expectativa geral, no entanto, é de pessimismo com relação a esse prazo, em função das longas pendências e lutas entre as empresas.

O processo se arrasta há muito tempo. O último concurso realizado para a escolha das empresas vencedoras, aconteceu em 2001 e foi cerca de controvérsias. Três empresas privadas venceram a licitação, lançada, na ocasião, por Aníbal Ibarra. Desde então, o processo passou por vários processos judiciais, até mesmo com indiciações feitas (entre elas o próprio Macri e alguns funcionários), por supostas irregularidades no processo da licitação.

As empresas vencedoras não terão equipamentos em áreas determinadas. Assim, todas terão suas peças em todos os bairros da cidade. O design dos equipamentos foi determinado por um Concurso Público patrocinado pela Sociedade Central de Arquitetos, e prevê a colocação de 12.000 placas indicativas de nomes de rua, 4.380 e 2.400 abrigos de paradas de coletivos. Serão cerca de 6.000 telas de publicidade, 900 lugares (em abrigos coletivos) e 300 bicicletários.

O novo mobiliário prevê três tipos de abrigos coletivos de vários tamanhos, para serem colocados de acordo com a largura das calçadas, em todas as áreas da cidade. Eles são construídos em ferro fundido, alumínio e madeira, e contam com vidro de segurança anti-vandalismo.Para os deficientes visuais serão colocados pisos com textura, em torno do sinal de parada, escritos em braille, com todas as informações necessárias. A fim de evitar a poluição visual dos transeuntes, as peças com informações sobre ruas serão instaladas na mesma estrutura de semáforos.

Com notícias de nosso correspondente em Buenos Aires, Carlos Guzman